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Cirurgia Endovascular

É um método de tratamento menos invasivo para doenças da circulação como a trombose arterial, o aneurisma de aorta, varizes entre outros.
Os procedimentos de cirurgia endovascular permitem uma cirurgia de menor risco, com recuperação mais rápida, com menos cortes e menos agressão a tecidos sadios.
Atualmente a maioria das doenças da circulação podem ser tratados com este método. Ainda existem algumas restrições, mas o avanço da tecnologia e dos materiais permitem novas abordagens todos os dias e cirurgias que hoje podem não ser possíveis pelo procedimento endovascular o serão em um futuro breve.
Os maiores exemplos são os STENTS, que são dispositivos implantados dentro de artérias e veias, por meio de um cateter, que é inserido por um pequeno corte no braço ou na virilha ou ainda por meio de uma punção (sem cortes). O cateter navega por dentro das artérias e veias, sendo acompanhado por um “raio-x” ao vivo, até atingir a estrutura que precisa tratar. No caso da trombose ou entupimento, onde é inserido o stent e ao libera-lo ele “dilata” e mantem aberto a área tratada. Uma vez resolvido este problema o paciente deverá tomar alguns remédios para que o stent continue aberto por muito tempo.

A suíte endovascular é a sala onde se realiza os procedimentos endovasculares que exigem o uso de um “raio-x” ao vivo.

Exemplo de um stent (malha metálica que abre e mantem aberta uma artéria quase entupida).

Os stents são inseridos por cateteres finos (A), quase do calibre de um lápis ou caneta e quando posicionados no local desejado são liberados e se dilatam (B).
A seguir demonstro dois exemplos de tratamento endovascular disponíveis para alguns pacientes com os benefícios de ser menos invasivos e com recuperação mais rápida.

Tratamento do aneurisma de aorta
(Para saber mais veja ANEURISMA DE AORTA)
 Até 1994, o tratamento padrão era por meio de uma cirurgia tradicional, onde se abria o abdome todo, deslocava-se todas as alças intestinais e então, abria-se o aneurisma e colocova-se uma prótese. Era uma cirurgia de longa duração (cerca de 4 a 6 horas) com grande perda de sangue e sua recuperação dava-se com pelo menos quase uma semana de CTI. Em 1994 iniciaram-se as primeiras intervenções endovasculares para tratar o aneurisma de aorta, que então é realizado por dois pequenos cortes nas virilhas, onde se acessam as artérias femorais e se inserem por cateteres uma prótese por dentro do aneurisma, sem necessidade de abrir o abdome, com bem menos perda de sangue e a recuperação pós operatória necessita de no máximo um dia no CTI e muitas vezes no terceiro dia de pos operatório o paciente já está indo para casa.

Exemplo do tratamento convencional

Exemplo de tratamento endovascular do aneurisma de aorta
Para saber qual melhor tratamento para cada paciente é necessária uma avaliação com especialista: Cirurgião vascular e endovascular.

Tratamento do entupimento das carótidas
As artérias carótidas são vasos sanguíneos localizados no pescoço, que levam sangue do coração ao cérebro. Podem com o envelhecimento, colesterol alto, pressão alta, diabetes e hábito de fumar sofrer processo de entupimento que levará uma diminuição no fluxo sanguíneo para o cérebro e desta forma desencadear um tipo de AVC (acidente vascular cerebral ou “derrame”). Quando é descoberto um entupimento que ultrapassa mais de 70%, o risco de surgir um AVC torna-se muito alto e assim, uma cirurgia pode diminuir este risco ao retirar o entupimento (placa de ateroma) ou abri-lo com um stent. No primeiro caso, faz-se um corte em toda a lateral do pescoço, abre-se a artéria e retira-se a placa de gordura. É uma cirurgia muito delicada, com duração de 3-4 horas e necessita de recuperação em CTI por 1-2 dias e a ferida no pescoço leva cerca de 30 dias para recuperar. O segundo tipo de tratamento, com stent, é um procedimento endovascular. Por meio de uma punção na virilha introduz-se um cateter que navega por dentro das artérias até o pescoço, entra na carótida e libera o stent por dentro dilatando o que estava entupindo, sem cortes, com recuperação bem mais rápida.

Exemplo de entupimento de carótidas demonstrado por arteriografia (exame de cateterismo). Este exame poderá ser feito se descobrir uma placa de ateroma num exame menos invasivo, o Doppler de carótidas, um tipo de ultrassom (veja mais em ULTRASSOM VASCULAR).

Exemplo de corte no pescoço para retirar a placa de ateroma nas carótidas.

Exemplo do tratamento das carótidas com stent

Para saber qual melhor tratamento para cada paciente é necessária uma avaliação com especialista: Cirurgião vascular e endovascular.